Colégio São José 
Turma: 8ª F
Professor: Igor Ernesto
Disciplina: Historia
 Componentes: 

  •  Ana Beatriz Ramos - 02
  •  Carolina São Pedro - 07
  •  Iracema Menezes - 15
  •  João Guilherme - 16
  •  Júlia Leal - 18
  •  Maria Luíza Pinheiro -23
  •  Mariana Luísa - 26
  •  Thaise Aglaer - 32
  • Thaise Souza - 33




A ÉPOCA

A organização politica republicana baseava-se na estrutura agrária existente, onde a sociedade rural estava enquadrada política e eleitoralmente pelos mecanismos de mandonismo local, dentro de um sistema marcado pelos currais eleitorais. Dessa maneira, os grupos urbanos estavam marginalizados efetivamente da vida política do país.
Apesar de formado por uma minoria da sociedade, as camadas urbanas conheciam um processo constante de crescimento, que havia se acentuado principalmente com a 1° Guerra Mundial. Militares, funcionários públicos, operários, pequenos proprietários e trabalhadores em geral, formavam uma camada média crescente, com direitos políticos garantidos, mas na prática excluída do poder.
O descontentamento com tal situação processou-se de diversas maneiras, destacando-se o movimento operário e o tenentismo

Causas

Entre 1925 e 1927, insatisfeitos com o modo como o Brasil era governado, um grupo de militares liderados pelo Capitão Luis Carlos Prestes, iniciou uma mobilização nacional contra o governo de Arthur Bernardes e as elites agrárias. A política social do país nesse período era dominada pelas oligarquias rurais, onde grupos urbanos eram excluídos de quaisquer decisões. Com o crescimento populacional das cidades devido à Primeira Guerra Mundial, operários, funcionários públicos, trabalhadores e militares faziam parte desse grupo que não possuía nenhum poder na política, o que gerou movimentos para exigir mudanças e o fim do mandonismo nas áreas rurais.


O que era  

 Grupos de militares paulistas liderados pelo general Isidoro Dias Lopes, Miguel Costa e também pelos tenentes Eduardo Gomes, Joaquim Távora e Juarez Távora. Fugiram de São Paulo devido aos bombardeios sofridos e se uniram, no estado do Paraná, às tropas gaúchas, que vieram da cidade de Alegrete, Rio Grande do Sul, onde o movimento teve início. Os gaúchos tinham como líderes: Siqueira Campos, João Alberto e Luis Carlos Prestes, que originou o nome do movimento. A Coluna Prestes chegou a ter aproximadamente 1500 componentes, entre militares e simpatizantes do movimento, sendo seu núcleo fixo formado por cerca de 200 homens. As mulheres também fizeram parte da marcha, embora em número bem reduzido. Além das baixas ocorridas durante o percurso, a permanência no agrupamento não era constante, já que as difíceis condições enfrentadas pelos rebeldes, os perigos e as permanentes represálias sofridas faziam com que a maioria abandonasse a causa.


 O que pretendia a Coluna Prestes


Esse grupo percorria as cidades, especialmente no interior, caminhando e entrando em contato com as pessoas, tentando esclarecê-las sobre seus objetivos e posicioná-las contra a forma de governo vigente. Alguns dos objetivos da coluna: fim da exploração dos mais pobres pelos coronéis, acabar com a falta de democracia; acabar com as fraudes eleitorais; implantar o voto secreto; instituir o ensino fundamental a todos os brasileiros; acabar com a miséria e a desigualdade no país, etc. A tática de combate escolhida pela Coluna Prestes era a de burlar os ataques e confrontos com as tropas federais, por isso, acredita-se que as baixas ocorriam em maior número devido às doenças e não pelas batalhas. Sabendo não ter chances num confronto direto contra as tropas inimigas, o despistamento era usado pelo grupo, que espalhava boatos sobre um suposto local para onde estaria se dirigindo, quando, na verdade, estava bem distante desse lugar.


Como Foi 

 Os integrantes da Coluna Prestes percorreram cerca de 25 mil quilômetros pelo interior do território brasileiro. O núcleo fixo tinha cerca de 200 homens, porém em vários momentos da caminhada o movimento chegou a contar com cerca de 1400 pessoas (militares e simpatizantes do movimento).  Os integrantes da Coluna Prestes passam e paravam nas cidades. Conversavam com as pessoas e faziam a propaganda contra o governo federal, mostrando as injustiças sociais da época e defendendo reformas políticas e sociais.  O movimento teve inicio na cidade de Alegrete (sul do Rio Grande do Sul) e após dois anos e meio e percorrer 11 estados, terminou dividido. Um grupo foi para a Bolívia, enquanto outro para o Paraguai.

Consequências

 Embora não tenha conseguido derrubar o governo, a Coluna Prestes foi um movimento que enfraqueceu politicamente a República Velha, abrindo caminho para a Revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder.

Marcha radical

 Do sul ao nordeste, a coluna atravessou o país. Mas seus líderes acabaram no exílio.

Batalhão numeroso

 O número de participantes na Coluna Prestes oscilou muito. Alguns grupos aderiam à coluna devido a algum interesse específico, mas se desligavam em seguida. O efetivo também incluía mulheres, ainda que em número reduzido. Em seu auge, durante a passagem pelo atual Mato Grosso do Sul, a marcha tinha cerca de 1 500 pessoas


Maior inimigo

 Como a tática da coluna era basicamente evitar confrontos com as tropas inimigas, as mortes ocorriam mais por doenças do que por ferimentos no campo de batalha — não existem dados precisos sobre o número de baixas. Diante das dificuldades encontradas no trajeto, as deserções também eram muito comuns


O desfecho da marcha

Apesar da experiência dos soldados e da grande resistência do movimento, a Coluna Prestes não conseguiu alcançar seus objetivos ao final das contas. Eles tentaram fazer com que o povo se rebelasse, iniciando do interior para o resto do país, mas, amedrontado, temendo as represálias das tropas do governo, o povo não aderiu.

Após percorrerem 11 estados brasileiros, depois de dois anos e meio de marcha pelo país, o grupo acabou se dividindo. Parte dos remanescentes foi para o Paraguai e outra para a Bolívia, entre eles, Luis Carlos Prestes, que foi estudar Marxismo nesse país em 1928, aderindo ao Comunismo na Argentina a seguir e em 1931 partindo para a União Soviética, onde ficou até 1934, retornando ao Brasil de forma clandestina. Durante  a marcha, Luis Carlos Prestes recebeu o apelido de “Cavaleiro da Esperança” e, aliado aos comunistas, ele teve papel muito importante na "intentona Comunista", de 1935.

Embora a Coluna Prestes não tenha conseguido acabar com as oligarquias, esse importante movimento foi uma das mais bem organizadas ações contra o governo e enfraqueceu muito a República Velha politicamente, favorecendo a Revolução de 1930, quando Getúlio Vargas chegou ao poder.


Curiosidades:

 - Com o término do Movimento, Luís Carlos Prestes foi estudar marxismo na Bolívia em 1928. Foi morar na União Soviética em 1931. Retornou ao Brasil, de forma clandestina, em dezembro de 1934.  

- Com o movimento, Luís Carlos Prestes ganhou o apelido de “Cavaleiro da Esperança”.

 - Outro líder importante do movimento foi o militar e revolucionário brasileiro Miguel Costa.


O Memorial Coluna Prestes é um museu localizado no município gaúcho de Santo Ângelo. O museu localiza-se no prédio da antiga estação ferroviária do município.

 

Passagem do livro Jornadas.hist9  ( pág - 164 )

A primeira manifestação tenentista ocorreu em julho de 1922, no Rio de Janeiro. Descontestes com o pouco prestígio que  exército tinha no cenário político da época e revoltados contra a prisão do Marechal Hermes da Fonseca, que fizera críticas ao presidente Epitácio Pessoa, alguns oficias tomaram o Forte de Copacabana. Diante da imediata repressão do governo, a maioria se rendeu. Dezessete rebeldes marcharam contra as tropas oficias e tiveram a adesão do civil Otávio Correia. Esse grupo tornou-se conhecido como os 18 do Forte.

Resumo Geral Do Grupo 

Após cerca de 3 anos de marcha (da formação em 1924 até a dissolução em 1927), a Coluna Prestes percorreu praticamente todos os estados do Brasil, trechos do Paraguai e da Bolívia, o que dá um total de 25 mil quilômetros, a maior marcha da História. Ela acabou por causa da "escassez de homens": alguns morreram em combates com as tropas federias, mas a maioria contraiu doenças, como a malária, e o movimento acabou se dispersando na Bolívia. Sua grande conquista foi fazer uma oposição permanente ao governo, aparecendo sempre nos jornais e sendo assunto e motivo de preocupações constantes.

Sugestões 

 Livro : 

1926: a Grande Marcha: a Coluna Prestes

  • Gênero: Geografia e História

  • Subgênero: História do Brasil e do Mundo

  • Autor: Helio Silva

  • Editora: L&PM


Filme :

 O Velho - A História de Luiz Carlos Prestes

Gênero: Documentário

 Histórico  Ano de Lançamento: 1997 

Duração: 105 min 

País de Produção: Brasil 

Diretor(a): Toni Venturi

SAIBA MAIS

FILME: O VELHO (Completo)

 O documentário reúne 70 anos de imagens da História do Brasil: a épica marcha de 25.000 km da Coluna Prestes nos anos 20; passando pelo dramático romance com Olga Benárioaté a repressão política da ditadura militar. Depoimentos de jornalistas, familiares ex-membros do PCB e um raro material de arquivo formam a mais completa cine-biografia de Prestes, Quixote obstinado que carregou durante toda a sua vida o projeto de um mundo melhor.

 

Vídeo documentário em 24 min, Prêmio Fernando Coni Campos, Governo do Estado da Bahia, aborda a lendária passagem da Coluna Prestes, pelas cidades baianas de Pé de Serra e Riachão do Jacuípe, em 23 de junho de 1926, depoimentos de antigos moradores que testemunharam a visita do Capitão Luis Carlos Prestes e seu Estado Maior.

 Por este vídeo você vai entender de uma vez por todas como se formou a Coluna e vai entender porque ela tem o nome do Prestes ao inves do nome de Miguel Costa que era o comandante líder dessa coluna em marcha.

ENQUETE

É correto afirmar que a Coluna Prestes era um exército diferente, com características populares?




Os ideais revolucionários de Prestes continuam atuais?



Quando a Coluna terminou ?



















Deixe aqui o seu comentário